Mais de 80% dos jovens não têm medo de envelhecer, aponta pesquisa

VELHICE-FOTO-310x279Uma pesquisa do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) Investigou a percepção dos jovens sobre o envelhecimento, fazendo a seguinte pergunta: “Você tem medo de envelhecer?”. A pesquisa contou com a participação de 9.519 pessoas de 15 a 26 anos. Para 82,15%, a velhice não causa espanto.

Para o analista de treinamento do Nube, Lucas Fernandes, de fato, a juventude tem um pensamento bem otimista em relação ao futuro. “Muito provavelmente, isso ocorre por hoje ser bem maior o acesso às informações, dando um novo rumo. Ou seja, grande parte adota desde cedo hábitos mais adequados, alimentação balanceada, cultiva boas relações e, sem dúvidas, essas atitudes afetarão lá na frente”, afirma.

Mesmo assim, nem todos são tão confiantes. Para 441 jovens (4,63%), se tornar um idoso não seria tão assustador, somente, se fossem ricos. Mais recursos podem sim interferir positivamente para um bem-estar maior, contudo, esse não é o único indicativo de satisfação. Atualmente, diversos programas contemplam a terceira idade, independentemente de seus recursos financeiros. “Ações da Secretaria da Assistência Social, como os serviços de lazer, ginástica, hidroterapia, atividades físicas em geral; os Centros de Convivência para Idosos, passeios, caminhadas, acesso gratuito à cultura e a ambientes virtuais e educacionais já estão à disposição de todos os interessados”, enfatiza o especialista.

Com 13,22% dos votos ficou a parcela mais temerosa. Para 789 participantes da pesquisa, 8,29%, a velhice causa pavor, pois chega com as doenças. Já para outros 469 (4,93%), a preocupação existe devido ao preconceito. Os problemas de saúde realmente estão entre as cinco maiores causas de óbitos entre idosos, mas isso tem sido um dos principais fatores para os mais novos despertarem para uma rotina mais regrada e a favor do meio ambiente. “Essa postura traz benefícios ao corpo e a mente e impacta no decorrer dos anos, diminuindo o risco de desenvolver males tão conhecidos, como por exemplo osteoporose, problemas cardiovasculares, danos crônicos, Alzheimer, entre outros”, explica Fernandes.

Já em relação à discriminação, de acordo com o ‘Manual de Enfrentamento à Violência Contra a Pessoa Idosa’, fatores externos (violência e acidentes) são a sexta causa de mortes em quem possui mais de 60 anos e esse número tende a aumentar. “Esse índice é lamentável, pois, um dia, todos passaremos por essa fase. Logo, não façamos algo, cujo contexto não queremos ver se repetir quando estivermos nas mesmas condições”, previne o analista.

De acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde, em 2025 o Brasil será o 6º país com maior número de senis no mundo. Já segundo pesquisa realizada pela FGV, em 2030, uma média de 40% da população brasileira terá entre 30 e 60 anos. “A nação está envelhecendo e vale desde já adotar o respeito ao próximo. Agora são eles, amanhã seremos nós!”, conclui Fernandes.

Fonte: Nube

Foto: Divulgação

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