Programação cultural intensa na Casa Museu Ema Klabin

Em março, mês em que celebra 19 anos de abertura ao público, a Casa Museu Ema Klabin apresenta uma programação especial de oficinas, caminhadas e palestras inspiradas pela exposição Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana.

O público poderá participar de atividades que explicam os métodos da arqueologia e oferecem experiências práticas de escavação, caminhadas e análise de vestígios pré-coloniais, mostrando diferentes camadas da história de São Paulo. As inscrições para as atividades presenciais e online já estão abertas no site da Casa Museu Ema Klabin.

A programação inclui ainda a série O som e a poesia, que promove encontros inéditos entre música e palavra. No dia 21 de março, às 16h, o cantor Renato Braz sobe ao palco com participação da poeta e dramaturga Luz Ribeiro. O artista apresenta interpretações inéditas de compositores como Gilberto Gil, Chico Buarque, Guilherme Arantes e Paulo César Pinheiro, enquanto Luz Ribeiro conduz intervenções poéticas que dialogam com ancestralidade, identidade e memória. A atividade é gratuita, com sugestão de contribuição voluntária, e conta com 95 vagas por ordem de chegada.

Confira a programação completa:

Caminhada pelo bairro Jardim Europa

Um bairro entre rios

Sábado, 7 de março, das 14h30 às 16h

Gratuito | 30 vagas

Você já imaginou que há rios correndo sob seus pés? Partindo da casa museu, a caminhada pelo Jardim Europa propõe um mergulho na formação dos “bairros-jardins” e nos impactos ecológicos da ocupação das várzeas. A atividade revisita o projeto original do bairro realizado pelo arquiteto Hyppolito Pujol e convida o público a localizar córregos e rios que, embora hoje invisíveis, seguem vivos na paisagem urbana. Um exercício de imaginação histórica para perceber que São Paulo é feita de camadas naturais e humanas.

Oficina

Pedra lascada: como nossos antepassados produziam ferramentas com rochas?

Com Luiz Fernando Erig Lima

Sábado, 14 de março, das 14h às 17h

Gratuito | 30 vagas

Nesta oficina, o arqueólogo Luiz Fernando Erig Lima conduz uma imersão teórica e prática nas indústrias líticas pré-históricas. Depois de compreender como se forma um sítio arqueológico e quais métodos a arqueologia utiliza para investigar o passado, os participantes experimentam o lascamento de pedras, vivenciando técnicas ancestrais que revelam o conhecimento técnico de povos que habitaram a região de Piratininga há milhares de anos. Uma oportunidade de olhar para São Paulo além do concreto e refletir sobre que vestígios deixaremos para o futuro.

Palestra online

Estudos arqueológicos da diáspora africana no Brasil

Com Luis Symanski

Quarta-feira, 18 de março, das 19h às 21h

R$ 10 | 95 vagas

A palestra apresenta pesquisas realizadas em sítios arqueológicos ligados à diáspora africana no Brasil, como senzalas, engenhos, fazendas de café e quilombos. A partir de vestígios como cerâmicas, restos alimentares e ornamentos e pinturas rupestres, são discutidas formas de resistência cultural e construção de identidades. Os achados desses contextos são colocados em perspectiva a partir de pesquisas realizadas nos Estados Unidos e no Caribe, contemplando as similaridades e diferenças entre as experiências dos agentes afrodiaspóricos nas diferentes regiões e o que elas permitem compreender sobre os desafios da vida cotidiana.

Caminhada e prática artística sobre arte urbana e pintura rupestre

Com Carolina Guedes

Domingo, 22 de março e sábado, 28 de março, das 10h às 13h

R$ 10 | 35 vagas

A oficina propõe uma conexão entre arte urbana e arqueologia, combinando atividades práticas e reflexivas. Os participantes aprendem a preparar tintas com pigmentos naturais, exploram materiais de forma criativa e acompanham uma palestra sobre arte rupestre, além de uma visita mediada para observar e discutir murais urbanos de São Paulo. Ao longo dos dois encontros, cada participante cria narrativas gráficas e simbólicas que serão materializadas em murais sobre lona, articulando memórias, experiências e culturas atuais e ancestrais.

Palestra online

Vestígios pré-coloniais em território urbano: o caso do Sítio Lítico Morumbi

Com Letícia Correa

Quinta-feira, 26 de março, das 19h às 21h

R$ 10 | 95 vagas

O mais antigo registro de ocupação humana da capital paulista está em área urbana. A palestra lança luz sobre o Sítio Lítico Morumbi, evidenciando quase três mil anos de presença indígena contínua na região. Além da relevância científica, o caso provoca reflexões sobre preservação do patrimônio arqueológico diante da expansão da cidade. Uma oportunidade para refletir como passado e presente disputam, e compartilham, o mesmo território.

Visita integrada

Casa do Butantã e Casa Museu Ema Klabin

Sábado, 21 de março, das 10h30 às 14h30

R$ 20 a R$ 80 | 30 vagas

Os educativos da Casa Museu Ema Klabin e do Museu da Cidade de São Paulo promovem uma visita integrada que conecta a exposição Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana à Casa do Butantã, importante exemplar da habitação rural paulistana. O percurso investiga vestígios arqueológicos, memórias e transformações urbanas, incluindo as mudanças no curso do Rio Pinheiros, e reflete sobre apagamentos históricos e processos de musealização. A atividade começa às 10h30 na Casa do Butantã e segue, às 13h, para a Casa Museu Ema Klabin, propondo um diálogo entre espaços, acervos e narrativas sobre a formação da cidade.

O som e a poesia

Renato Braz, com participação de Luz Ribeiro

Sábado, 21 de março, às 16h

Gratuito | 95 vagas por ordem de chegada

A série promove encontros entre música e palavra, reunindo o cantor Renato Braz e a poeta-dramaturga Luz Ribeiro. No repertório, interpretações inéditas de compositores como Gilberto Gil, Chico Buarque, Guilherme Arantes e Paulo César Pinheiro, intercaladas por intervenções poéticas que abordam memória, ancestralidade e identidade.

 

Museu em Família

Oficina de Escavação

Com Esquina 130

Sábado, 28 de março, das 14h30 às 16h30

Gratuito | 20 vagas

Utilizando instrumentos semelhantes aos usados por profissionais, os participantes simulam a escavação de um sítio arqueológico, aprendem sobre catalogação de artefatos e experimentam a montagem de uma pequena exposição. Entre descobertas e hipóteses, a atividade convida famílias a pensar sobre preservação e comunicação do patrimônio, porque escavar é também interpretar.

Exposição em cartaz

Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana

Curadoria: Paula Nishida e Paulo de Freitas Costa

Até 29 de março de 2026

A mostra revela um território com cerca de 4 mil anos de ocupação humana, muito antes da fundação da vila colonial. Articulando ciência, história e imaginação, o percurso expositivo amplia o olhar sobre a formação de São Paulo e a relação de seus primeiros habitantes com a paisagem.

Serviço:

7 de março de 2026 (sábado) 14h30 – Caminhada pelo Jardim Europa – Um bairro entre rios. Gratuito (com sugestão de contribuição voluntária). Vagas: 30

14 de março de 2026 (sábado) 14h – Oficina Pedra lascada: como nossos antepassados produziam ferramentas com rochas? Com o arqueólogo Luiz Fernando Erig Lima. Gratuito (com sugestão de contribuição voluntária). Vagas: 30

18 de março de 2026 (quarta-feira) 19h – Palestra online: Estudos arqueológicos da diáspora africana no Brasil, com Luis Symanski. R$ 10. Vagas: 95

21 de março de 2026 (sábado) 10h30 – Visita integrada: Casa do Butantã e Casa Museu Ema Klabin. R$ 20 a R$ 80. Vagas: 30

21 de março de 2026 (sábado) 16h – O som e a poesia, com Renato Braz e participação de Luz Ribeiro. Gratuito (com sugestão de contribuição voluntária). Vagas: 95, por ordem de chegada

22 de março de 2026 (domingo) 10h – Oficina Caminhada e prática artística sobre arte urbana e pintura rupestre, com Carolina Guedes. R$ 10. Vagas: 35

28 de março de 2026 (sábado) 10h – Oficina Caminhada e prática artística sobre arte urbana e pintura rupestre, com Carolina Guedes. R$ 10. Vagas: 35

26 de março de 2026 (quinta-feira) 19h – Palestra online: Vestígios pré-coloniais em território urbano: o caso do Sítio Lítico Morumbi, com Letícia Correa. R$ 10. Vagas: 95

28 de março de 2026 (sábado) 14h30 – Museu em Família | Oficina de escavação. Gratuito (com sugestão de contribuição voluntária). Vagas: 20

Inscrição: https://emaklabin.org.br

Até 29/03/2026 – Exposição: Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana – Curadoria: Paula Nishida e Paulo de Freitas Costa – Visitas livres de quarta a domingo, das 11h às 17h, com permanência até as 18h – visitas mediadas quarta a sexta, às 11h, 14h, 15h e 16h. sábado, domingo e feriado, às 14h. R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) para estudantes, idosos, PCD e jovens de baixa renda. Rua Portugal, 43, Jardim Europa, São Paulo.

Inscreva-se

Nossos colunistas

Patricia Campos
1873 POSTS

Colunas

Mês da mulher acende alerta para a saúde preventiva feminina

No mês em que se celebra o Dia Internacional...

Segurar urina pode prejudicar saúde

Adiar ida ao banheiro pode causar problemas à saúde...

Euforia e Depressão

Após um período de festas - como por exemplo...

A importância da proteína para uma vida saudável

O nutriente é uma peça fundamental para uma vida...

Artigos populares

Mês da mulher acende alerta para a saúde preventiva feminina

No mês em que se celebra o Dia Internacional...

Curso de Italiano gratuito

Quem deseja aprender italiano agora pode contar com uma...

Clara Resorts lança campanha “Meu Presente” com diária gratuita

Promoção exclusiva para as unidades de Dourado e Ibiúna,...

Vôos cancelados para o Oriente Médio

Devido ao conflitos que estão acontecendo no Oriente Médio,...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Secret Link