Sal: você sabe quais os tipos e como usá-los de forma adequada no preparo de alimentos?

O cloreto de sódio, popularmente conhecido como sal, é utilizado para temperar diferentes tipos de alimentos. Trata-se de uma substância importante para o consumo, devendo fazer parte de uma alimentação equilibrada. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a Sociedade Brasileira de Hipertensão, o ideal é consumir 2g de sódio por dia, que equivale a 5g de sal. Quando utilizado na quantidade estabelecida e segura para a saúde, além de realçar o sabor de diferentes pratos, também auxilia na regulação do volume sanguíneo, na contração muscular e tem papel importante nos impulsos nervosos. Porém, deve ser utilizado com cuidado por pessoas que sofrem de hipertensão. O que muitos desconhecem é que existem diferentes tipos de sal, com composições, processos de preparação, cores e texturas variadas. Assim, a nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, Tamiris Pitana Martins, desvenda as curiosidades sobre o condimento para quem deseja inovar na cozinha.

Sal refinado: o mais comum nas mesas brasileiras, o sal de cozinha refinado é a opção mais simples e eficaz para temperar diferentes alimentos. Ele é oriundo da evaporação da água do mar, passando por processos térmicos, de branqueamento e refinamento. A última etapa é a de iodação, ou seja, aplicação de iodo, que tem como objetivo auxiliar para que o organismo não fique com deficiência dessa substância, evitando desencadear doenças como o bócio e outras enfermidades.

Sal grosso: bastante conhecido pelos amantes de churrasco, trata-se de uma variação do sal refinado. Possui cristais maiores, mas não passa pelo processo de refinamento. É recomendado para o preparo de carnes, pois evita o ressecamento e mantém o sabor.

Sal light: outra variação do sal de cozinha comum, mas que apresenta 50% de cloreto de sódio e 50% de cloreto de potássio. É a opção mais indicada para pessoas que sofrem de hipertensão, têm problema de retenção de líquido ou querem diminuir o consumo diário de sódio. Mas, assim como os demais tipos, não deve ser utilizado em excesso. Apresenta um sabor mais suave.

Sal líquido: Para ser encontrado no formato de spray, a combinação do sal é dissolvida em água mineral. Este tipo é recomendado para salgar os alimentos de forma mais uniforme e sem excessos. É ideal para quem deseja temperar legumes e verduras, por exemplo. Apresenta um sabor mais suave, por contar com menor quantidade de sódio quando comparado ao sal refinado.

Sal rosa do Himalaia: Com origem asiática, este tipo de sal apresenta uma coloração rosada, devido à presença de minerais, como o ferro. Entre os benefícios, é considerado uma das opções mais saudáveis, além de auxiliar a eliminar toxinas do corpo. Normalmente, tem um custo mais elevado se comparado ao tradicional. É indicado para temperar peixes, verduras e legumes.

Sal marinho: essa opção é a mais comum que apresenta o melhor custo-benefício aos brasileiros. É obtido por meio da evaporação da água do mar e não passa pelo processo de refinamento. Geralmente, é composto por cristais maiores do que os do sal tradicional, disponibilizando minerais que são benéficos para o organismo. Ele pode ser usado durante o preparo de sopas, carnes e massas.

Sal temperado: para quem gosta de inovar na cozinha, o sal temperado é uma alternativa saborosa, pois conta com uma mistura de sal refinado ou sal grosso com especiarias, que levam ervas frescas que ajudam a proporcionar um sabor diferenciado em diferentes pratos, principalmente carnes vermelhas, frango, de porco e peixe.

Sal negro: com origem indiana, pode ser encontrado em reservas naturais e, geralmente, é usado em receitas vegetarianas. É obtido por meio da halita – sal de rocha natural das minas, mas também pode ser encontrado em algumas salinas. Uma curiosidade é que, quando colhido, é incolor. Mas, como é remetido a um processo de transformação, acaba se tornando mais escuro. Por ter alto teor de enxofre, seu cheiro é semelhante ao da gema de ovo e seu gosto é sulfuroso, por ser de origem vulcânica. Apresenta textura crocante e é solúvel, podendo ser empregado em receitas de massas e molhos.

Sal kosher: sem aditivos, este sal tem formato irregular, não é refinado e não tem a presença de iodo. Trata-se de um item bastante usado por chefes de cozinha, pois ajuda a secar o sangue das carnes e não conta com aditivos. A principal função é para cozinhar e não para salgar alimentos na mesa, para deixar disponível em saleiros, por exemplo. Não é uma opção muito comum no Brasil.

Sal Maldon: nada convencional, é conhecido como o tempero da família real britânica. Ou seja, se trata de um sal nobre utilizado especialmente por chefs mais renomados da culinária em diferentes países ao redor do mundo. É natural e não contém aditivos artificiais, sendo crocante e resistente à umidade dos alimentos. Indicado para dar um toque especial em carnes, peixes e sobremesas.

Flor de sal: considerado o mais nobre, a flor de sal é formada em superfícies salinas, mas ela precisa de pouco vento e muito sol para ser feita. É constituída pelos primeiros cristais de sal que se aparecem e permanecem na superfície das águas das salinas. A extração é feita de forma manual, retirando uma fina película de cristais de sal. Por ser pura, não é indicado que seja levada ao fogo. A utilização deve ser feita para finalização de pratos, como saladas e alimentos que não foram temperados ao longo da preparação. Assim, manterá a textura delicada e o sabor concentrado.

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