A peça tem como eixo temático central as simbologias que circundam vida e morte. Além disso, aborda suas manifestações nos espaços de convivência social. Ao mesmo tempo, reflete sobre a criação de territórios sagrados e profanos no cotidiano das mulheres.
Na trama, durante a noite de comemoração do Dia dos Mortos, o público conhece o bar Viva La Vida. O espaço funciona sob o comando de Rosana Reátegui, a dona da bodega. Nesse contexto festivo, a cantora Natália Sarante e o violonista Luciano Camara também entram em cena para celebrar a vida.
Ao longo do espetáculo, clássicos da música latino-americana embalam a narrativa. Canções como La Llorona, La Bruja, Cucurrucucu Paloma, Cariñito, Gracias a la Vida, Adelita e Explode Coração ganham interpretações ao vivo. A partir dessas músicas, Reátegui apresenta episódios da vida da pintora mexicana Frida Kahlo (1907–1954) e sua relação com Catrina, a Dona Morte.
Frida recebeu inúmeras visitas de D. Catrina, sua madrinha. Ainda assim, como boa afilhada, sempre afirmou a vida, do modo que podia e por sua conta e risco. Fez arte, fez sexo e fez festa. Afinal, como lembra o escritor, professor e historiador brasileiro Luiz Antônio Simas, não se faz festa porque a vida é boa, mas justamente pela razão inversa.
Ao longo da experiência, o público entra em um lugar provocador e cúmplice. Tempo e espaço se misturam e constroem um ambiente de festa e memória. Dessa forma, sagrado e profano, vida e morte, se aproximam. Em alguns momentos, o tempo cronológico e material para e flutua. Sobretudo, isso acontece quando o principal oratório do bar se abre, pois, nesse instante, Catrina é convocada.
Serviço
Temperos de Frida
Quando: 24 e 25 de janeiro
Sábado, às 20h, e domingo, às 18h
Onde: Teatro Flávio Império – Rua Professor Alves Pedroso, 600, Cangaíba, São Paulo
Próximo à Estação Engenheiro Goulart (Linha 12)
Ingressos: Grátis, com distribuição uma hora antes de cada sessão
Duração: 60 minutos




