Locais movimentados, como por exemplo as feiras livres, com intensa movimentação financeira, tornou-se um período propício para a ação de criminosos que aplicam golpes em pagamentos durante compras. Entre as fraudes mais comuns estão a troca de cartões e a alteração de dados em transações via Pix, um risco que pode se intensificar com a implementação do Pix por aproximação.
Segundo Thiago Amaral, sócio do Barcellos Tucunduva Advogados nas áreas de Meios de Pagamento e Fintechs, e professor da FGV/SP e do Insper, a distração e o uso cada vez maior de meios de pagamento digitais aumentam o risco de fraudes nesse período. “Os golpistas se aproveitam do alto volume de transações para aplicar fraudes, que passam muitas vezes despercebidas. Um dos golpes mais comuns é a troca de cartões, onde o consumidor entrega seu cartão ao vendedor, que observa a senha digitada e devolve outro cartão idêntico, mas pertencente a outra vítima”, explica Amaral.
O especialista recomenda priorizar pagamentos por aproximação com cartão ou carteiras digitais, que exigem autenticação em duas etapas, como senha, biometria ou reconhecimento facial. “Além disso, é fundamental conferir atentamente os valores exibidos na maquininha antes de concluir qualquer transação”, alerta Amaral.
Ele também destaca os riscos do Pix por aproximação. Como o pagamento ocorre apenas ao aproximar o smartphone de outro dispositivo compatível, fraudadores podem explorar essa facilidade para gerar cobranças indevidas em locais movimentados. Além disso, caso um celular desbloqueado seja roubado, o criminoso poderá realizar transações antes que a vítima consiga bloquear o aparelho.
“Para minimizar os riscos, é essencial ativar a autenticação por senha ou biometria no desbloqueio do celular e definir limites de pagamento no aplicativo do banco”
Fonte: Thiago Amaral é sócio do Barcellos Tucunduva Advogados e professor da FGV/SP e do Insper.