Helena Ignez será homenageada na 20ª Mostra de Cinema de Tiradentes

Marcada para acontecer entre os dias 20 e 28 de janeiro, a Mostra de Cinema de Tiradentes terá como temática central “Cinema em Reação, Cinema em Reinvenção”. A proposta, desenvolvida pelo curador Cleber Eduardo, é colocar em debate – por meio dos filmes selecionados e de mesas de discussão com especialistas e pesquisadores – um cinema que reage ao espaço e ao tempo histórico, assumindo pontos de vista através das articulações de linguagem.

No ano em que celebra duas décadas de realização, o evento homenageia Helena Ignez e Leandra Leal, mulheres do cinema brasileiro que se destacam em atuações múltiplas como atrizes, produtoras e diretoras. “Sinto-me divina com essa homenagem na Mostra Tiradentes. Pra mim é uma festa, adoro o evento e a Universo Produção. Só tenho agradecimentos”, disse Helena. As homenagens serão prestadas durante a abertura da Mostra, em 20 de janeiro, no Cine Tenda, com a entrega do Troféu Barroco.

Leandra Leal será uma das homenageadas

Na sequência, será exibido o documentário Divinas Divas, estreia de Leandra Leal na direção. O tributo se estende para o fim de semana, com a exibição dos filmes da Mostra Homenagem: Nome Próprio (2007), de Murillo Salles, com Leandra; A Mulher de Todos (1969), de Rogério Sganzerla, com Helena; e o curta A Miss e o Dinossauro (2007), dirigido por Helena. Também durante o fim de semana, ocorre o debate “O percurso de Helena Ignez e Leandra Leal”, que reunirá as duas no centro de um bate-papo com a plateia.

Passado e atualidade

Aos 74 anos, Helena Ignez impõe-se como memória e como presente. Ela atua no teatro e no cinema desde o fim dos anos 1950, primeiramente como atriz, estreando nas telas no curta O Pátio (1959), de Glauber Rocha; explodindo os olhares e as sensibilidades em O Padre e a Moça (1965), de Joaquim Pedro de Andrade; e se firmando como atriz-autora em filmes de Rogério Sganzerla e Julio Bressane.

A partir de 2007, iniciou o caminho também como diretora, em uma trajetória ainda em construção e cada vez mais ousada e inventiva que já soma seis filmes. Seu corpo circulante de energia mística, mítica e libidinal, não importa com qual idade, sempre em estado de performance, marcou gerações de espectadores, realizadores, atores e atrizes.

A Mostra de Tiradentes escolheu Helena Ignez não apenas como uma das homenageadas, mas também para nomear o prêmio que passa a ser entregue a partir desta edição à mulher que se destacar em funções de criação cinematográfica em longa ou curta-metragem. A premiação é válida para obras participantes das mostras competitivas do evento – Mostra Aurora e Mostra Foco.

Da Redação

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Patricia Campos
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