Lá onde a tristeza não sobrevive

“Quando estou entre as árvores, especialmente entre os salgueiros e os espinheiros-da-virgínia, mas também entre as faias, os carvalhos e os pinheiros, elas emitem tantos sinais de alegria. Eu quase diria que elas me salvam, e diariamente. Estou tão distante de minhas expectativas sobre mim mesma, nas quais eu reúno bondade, e discernimento, e nunca me apresso no mundo, mas caminho lentamente, e com frequência me curvo. À minha volta, as árvores agitam suas folhas e bradam: “Fique mais um pouco.” A luz flui de seus ramos. E elas convidam novamente: “É simples,” elas dizem, “e você também veio ao mundo para isso, para ir devagar, para ser preenchida com luz, e para brilhar.” O poema, de Mary Oliver, traduzido por Nelson Santander como “Quando estou entre as árvores”, ilustra um pouco do que somos capazes de sentir quando simplesmente “estamos entre as árvores”.

Cada idade da nossa vida impõe novas posturas e aprendizados, e acima dos 60, a saúde é um dos aspectos mais desafiadores. Não falamos da saúde apenas física, mas de uma crise depressiva que se abate em toda sociedade. A depressão em idosos complica quando a pessoa se vê mais solitária, filhos se afastando, amigos morrendo, mais dependente, com falta de convívio social e outras situações. Nesse sentido, certamente o ambiente da natureza revigora.

Inúmeros estudos confirmam que os sons, cores, ambiente, vento, animais, e temperaturas existentes em áreas verdes ativam a produção de neurotransmissores que trabalham nosso cérebro para proporcionar bem-estar.

Permanecer em ambiente natural nos faz deixar um pouco de lado as preocupações. Até as interações sociais nesses se tornam mais leves e possíveis. Essa conexão com a terra pode ser mais literal ainda. Pise na grama, caminhe de pé no chão. Largue o calçado e aterre suas emoções.

Um estudo publicado pela revista Nacional Center for Biotechnology Information (NBC), apontou que ao andarmos descalços na natureza, os elétrons entram em nosso corpo e atuam como poderosos antioxidantes, destruindo os radicais livres. A ciência aponta que a terra possui uma frequência semelhante à que alcançamos em alto estado meditativo.

No Canadá, já existe um projeto no qual, com receita médica, você entra nos parques nacionais sem pagar ingresso. É a “receita tarja-verde”, oficialmente chamada “Park rx”. Parques, praias, montanhas, rios, cachoeiras, savanas, florestas, chapadas, campos, serras, litoral, águas termais.

O Brasil é a farmácia natural do mundo. Se conseguirmos desfrutar e preservar mais nossos valiosos remédios naturais, poderemos reconquistar nossa saúde honrando o meio ambiente.

“Não vos esqueçais que a Terra ama sentir os vossos pés descalços. Não vos esqueçais que o vento agrada jogar com os vossos cabelos” – Gibran Khalil.

Luiz Del Vigna – Diretor Executivo da Abeta

Mais em: www.abetasummit.com.br www.abeta.tur.br

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Patricia Campos
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