A partir de julho, turistas com estadia superior a 21 dias precisarão pagar uma nova taxa obrigatória de €15 e enfrentar uma triagem digital antes mesmo de embarcar.
A cobrança é referente a autorização prévia de entrada no país, que poderá ser feita através do Sistema Digital de Pré-Triagem Espanhol (SDP-E), uma plataforma online que o governo da Espanha implementará a partir de julho de 2026.
O SDP-E não é um visto, é uma autorização. O turista preenche um formulário digital, paga €15 e recebe uma resposta em até 72 horas. Sem essa autorização, a companhia aérea pode barrar o embarque e o viajante corre o risco de ficar retido na imigração do país.
A obrigatoriedade da autorização é para cidadãos brasileiros e de outros países de fora da União Europeia que pretendam permanecer na Espanha por mais de 21 dias. Viagens curtas de até três semanas seguem com as regras atuais e continuam isentas da triagem paga.
Estudantes de intercâmbio, nômades digitais e profissionais em missão corporativa prolongada estão entre os principais impactados. A medida também atinge quem visita parentes por períodos extensos ou planeja mochilões superiores a três semanas.
Os documentos e informações exigidos na triagem digital incluem:
- Passaporte válido por no mínimo três meses após a data de saída da Espanha
- Comprovante de hospedagem (reserva de hotel, carta-convite ou contrato de aluguel)
- Seguro-viagem com cobertura médica de pelo menos €30 mil
- Passagem de volta ou bilhete de continuação de roteiro para fora do Espaço Schengen
A Espanha passa a integrar o grupo de países europeus (Portugal, França, Alemanha, Itália e Holanda), que endureceram as regras de entrada para brasileiros em 2026
A principal razão foi o aumento expressivo do fluxo de viajantes extracomunitários. Em 2025, o Brasil enviou mais de 2,1 milhões de turistas para a Europa, segundo a European Travel Commission.





