InícioGuia práticoFila para primeiro visto americano passa de 4 meses

Fila para primeiro visto americano passa de 4 meses

O motivo da lentidão do primeiro Visto Americano em São Paulo, é um gargalo na agenda consular que penaliza de forma desigual quem mora em cada região do país

Entre janeiro e fevereiro de 2026, o governo americano emitiu 98.199 vistos B1/B2 (turismo e negócios) para brasileiros, uma queda de 37,9% frente ao mesmo período de 2025, quando foram 158.114. À primeira vista, o número sugere que o brasileiro perdeu interesse em viajar para os Estados Unidos ou que os consulados endureceram a análise dos pedidos.  A explicação é mais concreta e mais urgente para quem pretende viajar no fim do ano: faltou vaga de entrevista, não faltou aprovação.

O motivo da queda não está na análise do pedido, está na agenda

O primeiro indício de que a retração não é sobre rigor consular está na própria taxa de recusa. No ano fiscal de 2025, a taxa ajustada de negativa para vistos da categoria B entre brasileiros foi de 14,87%, praticamente estável frente aos 15,48% de 2024 e bem abaixo dos 23,16% de 2020. Se os EUA estivessem barrando mais brasileiros, esse número teria subido junto com a queda nas emissões. Não subiu.

A prova está em quem não depende de entrevista marcada com pressa

Essa leitura ganha mais força quando se olha para as categorias de visto que não dependem de uma decisão de viagem repentina, e sim de um planejamento que já estava em curso havia meses, como estudo no exterior ou transferência entre empresas do mesmo grupo. Enquanto o volume geral de B1/B2 caiu quase 38% no bimestre, o visto de estudante F1 recuou apenas 8,9% (de 459 para 418 emissões), e o L1, usado em transferências corporativas, teve queda de 14,6%, menos da metade da retração do turismo e negócios. Os dados do H1B (queda de 36,5%) e dos vistos de intercâmbio J (queda de 26,5%) ficaram mais próximos do movimento geral, mas ainda assim abaixo do tombo do B1/B2.

Turismo e negócios apresentaram uma redução mais acentuada, enquanto os vistos de estudante e de transferência empresarial demonstraram maior estabilidade. Em outras palavras: quem já tinha um processo em andamento sentiu menos o gargalo. Quem depende de conseguir uma vaga nova na agenda, o perfil típico do turista de fim de ano, é quem mais sente o impacto.

E o tamanho do gargalo depende de qual cidade o solicitante mora

É nesse ponto que o levantamento revela o dado mais prático para quem ainda não tem visto: o gargalo de agenda não é igual em todo o país. No retrato de 28 de agosto de 2026, a primeira data disponível para entrevista de primeiro visto varia até 133 dias entre os consulados analisados, como mostra a tabela abaixo. Já os casos elegíveis ao MPP, que dispensam entrevista, têm vaga praticamente imediata em todas as cidades, o que reforça que o problema não é a análise do visto, é a fila para ser ouvido por um oficial consular.

Uma pessoa que mora em São Paulo e decide solicitar o visto pensando na viagem de fim de ano pode simplesmente não conseguir entrevista a tempo, enquanto a mesma pessoa, se avaliar a possibilidade de ser atendida no Recife ou no Rio de Janeiro, ainda tem margem.

Por isso, a antecedência importa mais do que nunca

É essa combinação, o gargalo de agenda desigual somado à proximidade da alta temporada de viagens de fim de ano. Quem ainda não iniciou o processo deve fazê-lo com pelo menos seis meses de antecedência, evitar comprar passagens e hospedagens não reembolsáveis antes da emissão do visto, e considerar avaliar a entrevista em um consulado com fila menor.

Fonte: Mundo dos Vistos

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Cadastre-se e receba a nossa newsletter

Receba roteiros, tendências e experiências selecionadas para viajar melhor.

 




    Veja também

    Edição do mês

    CONTINUE LENDO

    Matérias Relacionadas

    Assinatura

    Assine a Revista Melhor Viagem

    Receba a revista impressa em casa, tenha acesso ilimitado às edições digitais e receba nossa newsletter exclusiva com as melhores dicas de viagem.

    Revista impressa

    R$ 39,90R$ 45 /único
    Escolha a edição impressa e receba em sua casa!
    • Revista em casa
    • Edições bimestrais

    Assinatura anual

    R$ 219 /único
    Escolha a edição impressa e receba em sua casa!
    • Revista em casa
    • Edições bimestrais