Conduzida pela consultoria data8 em parceria com o IV Expo Fórum de Turismo 60+ e apoiada pelo Ministério do Turismo, pesquisa inédita Turismo 60+: O Brasil que Viaja Depois dos 60 revela que somente 26% dos entrevistados sentem que as viagens são pensadas para a sua faixa etária. Divulgado em 11 de maio no evento, o levantamento aponta, ainda, que 34% gastam, no mínimo, R$ 10 mil por ano com viagens, enquanto 52% realizam pelo menos três viagens anuais, indicando uma rotina consistente de deslocamentos a lazer.
Embora o Brasil envelheça em ritmo acelerado e o turismo se consolide como um dos setores especialmente impactados pela mudança demográfica, persiste um descompasso entre as demandas dos viajantes 60+ e a oferta de experiências adequadas a esse público. A pesquisa nacional inédita “Turismo 60+: O Brasil que Viaja Depois dos 60” – conduzida pela consultoria data8 em parceria com o Expo Fórum de Turismo 60+ e apoiada pelo Ministério do Turismo – revela que 74% dos brasileiros não sentem que as viagens são pensadas para a sua faixa etária. Realizada entre março e abril de 2026, a pesquisa ouviu 1.012 brasileiros 60+ nas cinco regiões do país e traz um retrato inédito sobre comportamentos, desejos, barreiras e percepções desse público em relação ao turismo.
O mapeamento indica que os maduros compõem um público com autonomia financeira relevante e participação ativa no consumo turístico. Cerca de 96% dos entrevistados arcam integralmente ou dividem as despesas das viagens com o cônjuge, sendo que 73% utilizam o parcelamento no cartão de crédito como principal forma de pagamento. Esse comportamento se reflete também no volume e na frequência de viagens: 34% gastam, no mínimo, R$ 10 mil por ano com turismo, enquanto 52% realizam ao menos três viagens anuais, sinalizando uma rotina consistente de deslocamentos a lazer.
As viagens do consumidor maduro ocorrem majoritariamente com companhias: 56% dos entrevistados viajam ao lado de cônjuges, mas entre os brasileiros com mais de 70 anos, 19% realizam viagens sozinhos. Há também diferenças de gênero nesse comportamento. Entre as mulheres, observa-se maior diversidade nas formas de viajar – 17% viajam sozinhas; 23%, com amigos; e 31%, com filhos ou netos. Já entre os homens, predomina o modelo de viagem a dois, com 75% viajando com seus parceiros.
“O envelhecimento da população não é uma tendência futura – é uma realidade já instalada, com impacto direto sobre o consumo dos brasileiros. No turismo, isso se traduz em um público com tempo, renda e disposição para viajar, mas que ainda encontra barreiras e se vê insatisfeito com a experiência oferecida. O setor precisa despertar para o enorme potencial dessa mudança demográfica – e não estamos falando somente de adaptar serviços, mas reconhecer o consumidor prateado como um vetor estratégico de crescimento e inovação para o setor”, afirma Adriana de Queiroz, sócia do data8 e uma das coordenadoras da pesquisa.






