Geração de renda, turismo comunitário, acesso à água e educação vêm se tornando peças centrais para a conservação da Amazônia.
A ideia é mostrar que manter a floresta em pé depende diretamente da melhoria da qualidade de vida das populações locais. No Baixo Rio Negro, por exemplo, o turismo de base comunitária recebeu 6.536 turistas e movimentou cerca de R$ 5,73 milhões em 2025, fortalecendo pequenos negócios locais, como hospedagem, alimentação, artesanato e transporte fluvial.
Iniciativas de formação profissional, manejo sustentável e fortalecimento da sociobioeconomia vêm criando oportunidades econômicas para comunidades amazônicas, conectando geração de renda à valorização da floresta e da cultura local. Um dos exemplos é o projeto “Conservação da Amazônia: uma aliança entre natureza e criatividade”, que formou estudantes ribeirinhos em Gestão de Turismo e foi finalista do Prêmio Nacional do Turismo 2025.
Outro eixo importante envolve infraestrutura básica. Em 2025, foram instalados 27 sistemas de abastecimento de água em comunidades amazônicas, beneficiando 488 famílias. Na área da educação, 648 professores foram capacitados em 11 municípios amazônicos, impactando diretamente 180 comunidades.
As iniciativas também contribuíram para fortalecer cadeias sustentáveis da sociobioeconomia, com apoio a 57 projetos e 45 capacitações voltadas ao manejo sustentável e à comercialização de produtos da floresta.
Os impactos aparecem também na conservação ambiental: ações apoiadas pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) ajudaram a reduzir o desmatamento em 20% no Amazonas e 14% no Pará entre 2024 e 2025.





