Veja os principais riscos enfrentados por turistas em destinos de inverno e como o seguro viagem pode ser indispensável
Embora muitas pessoas associem viagens para a neve apenas aos riscos nas pistas de esqui e snowboard, os imprevistos mais comuns envolvem quedas em ruas congeladas, problemas respiratórios, queimaduras solares, atrasos de voo e outros desafios relacionados às baixas temperaturas do inverno.
Quedas em calçadas e ruas congeladas: Mesmo em cidades preparadas para receber turistas durante o inverno, caminhar sobre gelo ou neve compactada pode representar um desafio para quem não está acostumado. Escorregões estão entre as ocorrências mais frequentes e podem resultar em torções, luxações e fraturas. O risco aumenta porque muitas superfícies aparentemente secas podem estar cobertas por uma fina camada de gelo, conhecida como black ice, praticamente invisível a olho nu.
Queimaduras solares na neve: Ao contrário do que muitos imaginam, o frio não reduz a incidência da radiação ultravioleta. A neve pode refletir até 80% dos raios UV, aumentando significativamente a exposição da pele e dos olhos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Além disso, em regiões montanhosas, a intensidade da radiação cresce conforme a altitude. Sem proteção adequada, o turista pode sofrer queimaduras solares, rachaduras nos lábios e irritações oculares.
Dirigir em estradas congeladas: Alugar um carro é uma prática comum em viagens para destinos de inverno, mas dirigir em condições climáticas adversas exige experiência. Gelo, neve compactada e o chamado black ice reduzem a aderência dos pneus e aumentam o risco de derrapagens e pequenas colisões. Danos ao veículo alugado normalmente são cobertos pelo seguro da locadora ou por proteções contratadas separadamente, e não pelo seguro viagem. Já despesas médicas decorrentes de acidentes podem estar previstas conforme as coberturas do seguro viagem.
Conservação de medicamentos: Medicamentos termossensíveis, como insulinas, canetas para diabetes e determinados colírios precisam permanecer dentro da faixa de temperatura indicada pelo fabricante. O congelamento pode alterar suas propriedades e reduzir sua eficácia. Caso isso provoque uma piora no quadro clínico, o viajante poderá precisar de avaliação médica e de uma nova prescrição no destino.
Cancelamentos e atrasos de voos causados pelo clima: Nevascas, tempestades de inverno e baixa visibilidade podem provocar atrasos ou cancelamentos de voos, impactando conexões, reservas de hospedagem e roteiros turísticos. Nessas situações, muitos viajantes acreditam que o seguro cobre o fenômeno climático, mas isso não acontece.
Como reduzir riscos em uma viagem para a neve
- Utilize calçados com solado antiderrapante para caminhar sobre gelo ou neve.
- Não abra mão do protetor solar, do protetor labial e de óculos com proteção UV, mesmo em dias nublados.
- Transporte medicamentos conforme as orientações de conservação do fabricante.
- Consulte a previsão do tempo antes de realizar deslocamentos de carro e evite dirigir em condições extremas sem experiência.
- Mantenha roupas adequadas para o frio intenso e faça pausas em ambientes aquecidos sempre que necessário.
- Antes da viagem, confira as coberturas do seguro contratado e saiba em quais situações ele poderá ser acionado.
Fonte: Coris Seguros
