Exercí­cios fí­sicos podem elevar em 5 anos expectativa de vida de idosos

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Foto: Shutterstock

Os benefícios que a prática de exercícios traz são inúmeros e amplamente divulgados, o que ainda nem todos estão cientes é sobre as conquistas das pessoas que passam a se exercitar na terceira idade. As melhoras são significativas em vários aspectos como o observado no sistema cardiorrespiratório, onde o coração e os pulmões passam a funcionar melhor, nos músculos que ficam mais resistentes e alongados e ossos que ficam mais fortes, fora o aumento da imunidade.

Pesquisas da Universidade de Oslo concluíram que se exercitar pode aumentar em até cinco anos a expectativa de vida de um idoso, e pode ser considerado tão eficiente quanto parar de fumar. O estudo foi publicado no British Journal of Sports Medicine, onde pesquisadores acompanharam 5.700 noruegueses, com idades entre 68 e 77 anos, durante 12 anos, concluindo que os idosos que praticavam ao menos três horas de atividades físicas por semana viveram cerca de cinco anos a mais do que os sedentários.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda a pratica de 150 minutos semanais de exercícios físicos para os indivíduos saírem do sedentarismo e 300 minutos semanais para mudança de composição corporal.

Segundo a educadora física Maria Antonia Palumbo, as escolhas dos exercícios devem ser feitas de forma pessoal, individualizada e de acordo com a faixa etária. “Devemos usar o bom senso e avaliar o passado do indivíduo em relação à atividade física. Se o idoso foi um atleta, sempre treinou, não tem por que tirá-lo de uma corrida, mas se considerarmos pessoas que nunca se exercitaram, devemos indicar atividades mais seguras, que não exijam tanto preparo e coordenação, como a musculação e o alongamento. Se for um indivíduo com lesão articular, podemos indicar exercícios na água. Mas para o treino ficar completo, o idoso deve fazer a atividade aeróbia, de força e alongamentos”, explica.

As atividades físicas além de controlar a produção dos hormônios, ajudam na prevenção de doenças como dislipidemias, câncer e também no controle do peso corporal. Mais do que isto, proporcionam uma vida com maior mobilidade e independência. “Devemos lembrar que todo e qualquer movimento corporal do dia a dia já é benéfico para não deixar nosso corpo sedentário”, destaca.

A dica é que podemos transformar estas atividades em exercícios. “Por exemplo, se você trabalha em um local com escadas, suba e desça várias vezes. Se você vai de ônibus para o trabalho, desça um ponto antes ou um depois e assim por diante. Tente manter as atividades de casa como regar plantas, varrer a casa, passear com cachorro, desde que seja prazeroso. Tudo isso ajuda no combate ao sedentarismo”, argumenta a profissional.

Cenário brasileiro
Segundo o Ministério da Saúde, 48,7% da população brasileira acima de 18 anos não são suficientemente ativos. A meta é reduzir esse percentual para 10% até 2025. Segundo a OMS, 3,2 milhões de mortes são atribuídas todos os anos à atividade física insuficiente.

O sedentarismo é o quarto maior fator de risco de mortalidade global e está ligado a doenças crônicas como câncer, hipertensão, diabetes e obesidade. Especificamente, ele é responsável por 21% dos casos de tumores malignos na mama e no cólon, assim como 27% dos registros de diabetes e 30% das doenças cardíacas.

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