A quinta edição do festival literário paulistano acontece de 30 de maio a 7 de junho na praça Charles Miller, no Pacaembu, em São Paulo. Estão previstas 105 atividades gratuitas nos três palcos da programação oficial, entre debates, atividades para crianças e oficinas sobre a cultura do livro. Nos três Tablados Literários — espaços dedicados à programação paralela —, expositores e parceiros apresentam lançamentos, autografam seus livros e realizam debates.
Entre as novidades deste ano está uma plataforma digital, especialmente desenvolvida para explorar as programações oficial e paralela e os mais de 160 expositores participantes d’A Feira do Livro 2026, disponível no site afeiradolivro.com.br.
A programação do Palco da Praça e do Auditório do Museu do Futebol inclui 107 autores e autoras. A programação do Espaço Rebentos, voltada para crianças e jovens, e a dos Tablados Literários serão divulgadas nos próximos dias, na plataforma afeiradolivro.com.br.
Com essa ferramenta, o leitor pode salvar os eventos de seu interesse automaticamente na agenda do Google, assim como navegar pelas listas de autores convidados, editoras, livrarias e instituições presentes nos espaços expositivos. Também será possível acompanhar as novidades d’A Feira do Livro no perfil @afeiradolivro, no Instagram, e na cobertura especial realizada pela Quatro Cinco Um, na redação especialmente montada em uma tenda, no meio da praça, sob coordenação da editora executiva da revista, Beatriz Muylaert. Os parceiros de mídia do festival literário paulistano farão coberturas especiais, levando as falas dos convidados e o astral do Pacaembu para leitores de todo o país.
Na programação oficial — que tem curadoria realizada de forma colaborativa com os expositores e parceiros d’A Feira do Livro, sob coordenação de Paulo Werneck e Maria Clara Villas —, cabe tudo o que pode caber num livro, ainda que a literatura, isto é, a ficção e a poesia, seja o eixo organizador. O que se busca é a mistura de gerações, gêneros literários, artes, ciências, origens e sensibilidades. Se uma boa livraria espelha o espírito de um tempo, um festival literário deve sintetizar as tendências e apontar as perspectivas do debate e da literatura brasileira e internacional.
Vocação latino-americana
A vocação latino-americana do festival literário paulistano se reafirma em 2026 com a presença de grandes nomes da cena contemporânea, como a colombiana Pilar Quintana, além de outros escritores de Colômbia, Chile, Argentina e Uruguai, que vão dialogar com autores brasileiros. E tem mais convidados internacionais, com expoentes da ficção, como o italiano Sandro Veronesi; da não ficção, o também italiano Stefano Mancuso, a argentina Paula Sibilia e o jornalista norte-americano Charles Duhigg; e da história contemporânea, o português Rui Tavares e o norte-americano Norman Finkelstein. São dezessete autores estrangeiros no total, vindos de Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai, Nigéria, Rússia, França, Portugal, Espanha e Estados Unidos.
A literatura brasileira também conta com representantes de peso, dos consagrados (Ana Maria Machado, Nei Lopes, Silviano Santiago) aos novíssimos (Ana Estaregui, Maria Brant, Bernardo Ceccantini, Ian Uviedo), dos best-sellers (Carla Madeira) aos autores experimentais (Reinaldo Moraes e novamente Uviedo). Autores fundamentais para o debate literário atual, como Jeferson Tenório, Eucanaã Ferraz, Noemi Jaffe, Gregorio Duvivier, Giovana Madalosso e Mariana Salomão Carrara, terão encontros memoráveis com o público.
Na não ficção, a programação oficial reúne alguns dos principais narradores da vida contemporânea brasileira, da política (Fernando Morais, que biografou Lula) à cultura popular (Adriana Negreiros, que biografou Dercy Gonçalves), passando por esporte (Bial, que biografou Isabel do vôlei, e Uirá Machado, que biografou Mequinho), literatura (João Barile, que biografou Silviano Santiago), vida noturna, música e cultura urbana (Erika Palomino, Camilo Rocha, Gaía Passarelli).
A cultura afro-brasileira está entre as principais linhas de força da programação oficial, presente em diferentes eixos temáticos: literatura, religião, filosofia, economia, entre outros. O pensamento indígena se reafirma com a presença do escritor paraense Daniel Munduruku e da autora chilena do povo mapuche Daniela Catrileo.
Copa e língua
A pauta em 2026 ainda inclui uma Copa do Mundo — e os autores de livros sobre futebol estão escalados na programação oficial d’A Feira do Livro. O jornalista argentino Alejandro Droznes conversa com o historiador e ensaísta Fabio Luis Barbosa dos Santos sobre a história da América Latina e o futebol.
Outro aguardado momento do festival literário é a versão pop-up da peça O céu da língua, de Gregorio Duvivier, que marca o lançamento do seu novo livro, Aos pés da letra. O escritor e humorista vai apresentar na praça curiosidades, esquisitices e belezas do idioma de Camões e Adoniran Barbosa.
Em 2025 o festival literário paulistano reuniu mais de 84 mil pessoas durante seus 9 dias.





