InícioSaúdeTrombose: com riscos pouco conhecidos, diagnóstico precoce pode salvar vidas

Trombose: com riscos pouco conhecidos, diagnóstico precoce pode salvar vidas

A doença que registrou mais de 75 mil casos no Brasil em 2024, de acordo com o Ministério da Saúde. Apenas no primeiro semestre de 2025, foram identificados 36 mil, o que representa quase a metade do número previsto para o ano. A condição ocorre quando há a formação de coágulo em um vaso sanguí­neo, como veia ou artéria, comprometendo a circulação.

No caso da trombose venosa, os sinais clí­nicos podem incluir inchaço em uma das pernas, geralmente na panturrilha ou coxa, dor ou sensibilidade local semelhante à cãimbra, além de calor e vermelhidão na pele da região afetada. Em casos mais crí­ticos, como na embolia pulmonar, a manifestação clí­nica pode variar desde um quadro leve e assintomático, a quadros mais graves com dor no peito, falta de ar, arritmias cardí­acas, tosse com raias de sangue, até mesmo falência respiratória aguda e parada cardiorrespiratória.

Para uma boa evolução clí­nica se torna fundamental o diagnóstico precoce, feito por meio de uma avaliação clí­nica minuciosa, exames laboratoriais e exames de imagem, para confirmação diagnóstica. No caso da embolia pulmonar, o tratamento adequado e no momento certo reduz a mortalidade de 30% a 2%.

“O diagnóstico da trombose combina a avaliação em conjunto da história clí­nica, análise dos sinais e sintomas pelo médico, exames especí­ficos de sangue, e pode ser confirmado com a imagem, como o ultrassom doppler venoso, que permite a identificação da presença da trombose comprometendo o fluxo sanguí­neo dentro das veias, e isto ocorre principalmente nas pernas. Esses recursos permitem detectar o coágulo com precisão e iniciar o tratamento anticoagulante adequado rapidamente”, explica Tomaz Crochemore, diretor médico da Werfen e médico intensivista especialista em Trombose e Hemostasia.

Investigação laboratorial

Nos casos de trombose recorrente, é necessário realizar uma investigação laboratorial mais aprofundada. Trata-se da avaliação do perfil laboratorial para pesquisa de trombofilia, condição na qual o paciente apresenta uma tendência maior para formar coágulos nos vasos sanguí­neos. Este perfil inclui testes para trombofilia hereditária como proteí­na C, proteí­na S, antitrombina, e mutação do fator V de Leiden; e adquiridas como o anticoagulante lúpico.

Entre os possí­veis testes de coagulação para o diagnóstico preciso da trombose, o D-dí­mero se destaca como um biomarcador fundamental na avaliação de eventos trombóticos, sendo parte essencial dos algoritmos diagnósticos para tromboembolismo venoso (TEV). O reagente da Werfen destaca-se por fornecer resultados confiáveis em poucos minutos, permitindo a exclusão segura de trombose venosa profunda (TVP) e embolia ou tromboembolismo pulmonar (TEP) em pacientes de baixo a moderado risco quando o resultado é negativo. Além do diagnóstico na fase aguda, o teste auxilia na determinação da duração ideal da anticoagulação e na identificação de pacientes com alto risco trombótico.

Prevenção e tratamento

Como forma de prevenção é importante evitar longos perí­odos de imobilidade e adotar hábitos saudáveis no dia a dia. As principais orientações são levantar e caminhar regularmente, praticar atividade fí­sica, manter o peso adequado, hidratar-se bem, evitar o cigarro e usar meias de compressão em casos de risco aumentado.

O tratamento requer orientação médica e inclui o uso de anticoagulantes orais ou injetáveis. As meias de compressão também ajudam a prevenir complicações, como a sí­ndrome pós-trombótica. Em casos mais graves, pode ser necessária a trombólise, para dissolver o coágulo, ou até mesmo cirurgia.

Evento na Avenida Paulista

No dia 12 de outubro, véspera do Dia Mundial da Trombose, a Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH), em parceria com o Centro de Doenças Tromboembólicas do Hemocentro da Unicamp (CDT), realizará uma ação de conscientização na Avenida Paulista, em São Paulo, das 10h à s 15h. Em linha com o mote global da campanha “Mova-se contra a trombose”, dedicada ao Dia Mundial da Trombose, o evento gratuito reforça que pequenos movimentos podem salvar vidas.

A ação acontecerá em uma área na entrada do prédio da FIESP, em frente a um dos acessos da estação de metrô Trianon-MASP. A programação inclui avaliação de risco para trombose, orientação médica personalizada e distribuição de material educativo. Profissionais de saúde estarão disponí­veis para esclarecer dúvidas, realizar avaliações de risco e, quando necessário, encaminhar casos que necessitem acompanhamento médico.

Qual é a relação entre trombose venosa e viagem de avião?

A imobilidade prolongada diminui a circulação sanguí­nea nas pernas e pode favorecer a formação de coágulos. Por esse motivo, o risco de trombose aumenta em viagens longas, especialmente de avião. O cuidado deve ser redobrado em pessoas com histórico da doença, obesidade, uso de anticoncepcionais, tabagismo, gravidez ou presença de doenças crônicas.

“Durante a viagem, o passageiro pode se levantar com segurança e caminhar a cada duas horas. Além disso, fazer exercí­cios com as pernas enquanto se está sentado é importante para reativar a circulação. Uma das dicas é levantar o calcanhar e, em seguida, as pontas dos pés, repetindo algumas vezes”, indica o especialista.

Relação entre anticoncepcional e trombose

É muito comum ligarem o uso de anticoncepcionais ao risco de trombose. E sim, os anticoncepcionais combinados, que contam com estrogênio e progesterona, elevam a possibilidade de ter a doença, porque aumentam os ní­veis de fatores de coagulação e reduzem a atividade das proteí­nas C e S, que controlam naturalmente a formação de coágulos. Esse risco se torna ainda maior em mulheres fumantes, com obesidade ou com histórico familiar de trombose.

Fonte: Werfen Diagnósticos Especializados

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